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4 perguntas e dicas sobre divórcio

4 de Setembro de 2011

 

Gustavo Gitti, um dos autores do livro Papo de Homem, da editora BlogbBooks, responde em entrevista exclusiva, perguntas sobre divórcio. Aproveite!

1. Homens e mulheres encaram o divórcio de maneiras diferentes. Por quê?

É traumático para ambos, mas eu vejo uma certa desenvoltura nas mulheres pelo fato de que a energia delas rapidamente brota novamente em outra direção, com um novo homem. Talvez seja mais fácil para elas pois a postura feminina é a de ser envolvida, conquistada, conduzida, e isso pode acontecer na semana seguinte ao divórcio.

Ao mesmo tempo, vejo muitos homens incapazes de se relacionar com outras, passando um longo tempo apegados à ex-mulher, impotentes, sem conseguir criar novas relações duradouras. Mesmo com sexo casual, muitos permanecem infelizes até conseguirem amar e realmente penetrar outra mulher.

2. É comum a pessoa sentir como um luto o fim de um relacionamento?

Sem dúvidas! O fim de um relacionamento é uma morte assim como o começo deu nascimento a uma identidade (“o namorado” ou “o marido”), com todo um modo de ser, uma linguagem, um olhar, um mundo inteiro que foi co-construído sob o olhar da parceira. Com o fim, esse mundo desmorona. Não é por acaso que nos falta ar, emagrecemos e fica difícil encontrar energia para sair da cama. Essa energia estava vinculada a uma identidade que não mais existe, daí a necessidade de um renascimento, que às vezes leva tempo.

O importante é perceber que sofremos não porque o outro não mais nos ama ou nos abandonou, mas porque nos sentimos incapazes de amar e nos relacionar com outra pessoa. Assim que essa capacidade retorna, o sofrimento se esvai.

3. Quais os 3 conselhos que você daria para uma pessoa que acaba de terminar um relacionamento longo?

Eu evitaria conselhos alheios e focaria em estabelecer uma vida rica de experiências positivas. Quando meu último relacionamento terminou (5 anos, 3 como casados), procurei passar um tempo sozinho e alinhar meu direcionamento na vida. Aprendi dança de salão, meditei mais regularmente, me envolvi com projetos mais amplos, comecei um site para ajudar outros em seus relacionamentos…

A chave para superar a sensação de abandono é descobrir quais são suas habilidades e oferecê-las ao mundo, beneficiando e movimentando o máximo possível de pessoas em direções positivas.

Se a pessoa se envolver com outros por carência, ela continuará se sentindo carente, mesmo depois de passar 30 noites com parceiros diferentes. Se ela começar a se mover com liberdade e autonomia, se começar a oferecer experiências aos outros, uma noite é suficiente para deixá-la feliz ao ver felicidade nos olhos do outro. É esse o tipo de felicidade que nos satisfaz: a que causamos nos outros, não a que recebemos.

4. Como saber se o casamento ou namoro está indo para o fim?

Antes das brigas e desentendimentos, ou antes mesmo de acabar a criatividade do casal em viver coisas novas e avançar na relação, ocorre uma apatia. É esse o primeiro sinal: ausência de energia, disposição e brilho nos olhos, tudo aquilo que mais estava presente no começo, no estouro da paixão.

Em geral, é um processo que ocorre com ambos, que se olham de modo opaco. Assim eles ficam mais feios um ao outro e menos generosos. Ele se dão menos crédito, não mais se elogiam e se estimulam a crescer, não mais se contemplam à distância com admiração.

Conflitos vários, falta de sexo, beijos e sonhos do casal são só consequência.

Costumamos achar que o amor morre quando paramos de receber, mas ele já está morto bem antes, quando paramos de oferecer. Tanto é que, para decidir se voltamos ou não, naquelas infindáveis conversas cheias de exigências, achamos que a relação só pode continuar se o outro fizer certas coisas, se recebermos certas coisas, então o acordo se dá assim: “Eu quero receber isso, ok? Para conseguir, o que você precisa receber de volta?”.

E enfim, quando começamos a culpar o outro pelo nosso próprio sofrimento, pronto, eis o alerta vermelho. Daí para o fim é um pulo.

Dicas:
– Elogiem-se, apreciem e estimulem as qualidades positivas um do outro
– Sinta a felicidade e o prazer que vem de proporcionar felicidade e prazer ao outro
– No sexo, realmente penetre e atravesse o outro (para homens) e realmente se entregue, se deixe invadir e libere todos os seus movimentos, toda a sua beleza (para mulheres)
– Sonhem juntos, construam universos de imaginação e poesia com o qual vocês possam brincar diariamente

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