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Como levar um fora e ficar bem…

7 de Janeiro de 2011

“Todo mundo leva toco, todo mundo dá. Ninguém está livre dele e é bom aceitá-lo para não levar outros. O grande lance é saber que o toco dói, mas logo depois passa”, explica a jornalista Leticia Rio Branco, uma das autoras do recente “O Guia do Toco” (Ed. Best Seller). Ela e a amiga Fabi Cimieri, uniram-se durante alguns meses para escrever experiências e desilusões de uma vida, toda, já que a amizade vem desde o colégio. A ideia original veio de maneira espontânea, fruto de uma reunião feminina. “Tivemos a ideia de escrever o livro há um ano, quando estávamos solteiras e na pista. A gente sempre ouvia muitas historias de pessoas que levavam e davam tocos, assim como nós. Logo, percebemos que não éramos as únicas que vivenciavam eles e decidimos compartilhar”, diverte-se Fabi.

“Já levei fora em diversos idiomas, acredita?”, comenta um internauta em comunidade de rede social chamada “Eu já levei um fora”. Outro participante alfineta: “Se a cada fora que eu tomasse eu ganhasse 1 real, já estava rico”. Mas os participantes concordam com uma estatística: homens levam mais tocos do que mulheres. Até porque elas são mais contidas na abordagem. “Na verdade eles tomam foras durante as cantadas e nós, tomamos quando queremos compromisso, por isso essa discrepância na quantidade”, comenta M. E., vítima de um toco doido e recente. “Eu saia com o cara há quase um ano, daí tomei coragem e perguntei como iríamos ficar… Ele disse que adorava minha companhia e só. Mandei ele pastar porque eu queria compromisso e ele não”, explica.

Você já ouviu a seguinte frase: “o problema não é você, sou eu, não estou pronto para um relacionamento agora”? Esse é o chamado toco clássico, dizem as especialistas. “Resolvemos classificar os tocos em nosso livro para que ficasse mais fácil e cômico, superar um dos tantos que levamos e damos na vida. Cada toco tem um peso, de acordo com o poder que o fora tem de bombardear o amor próprio”.

Para Eliana Barbosa, consultora em desenvolvimento humano, o fora esconde um sentimento sinistro: a rejeição. “Levar um fora de um parceiro abala profundamente a autoestima da pessoa, principalmente quando essa pessoa costumava colocar mais expectativas no outro do que nela mesma, quando abria mão de sua vida para agradar ao outro. É quando pode surgir uma espécie de depressão, devido à dor da decepção”, fala. Ela ressalta que amar-se em primeiro lugar e jamais abrir mão de si mesmo para agradar a quem quer que seja é a fórmula certa para amenizar as desilusões que passamos.

Outra lição é passada pela terapeuta: “depois de levar um chega pra lá, o melhor a fazer é marcar um encontro com você mesmo. Eu sugiro que você não saia por aí em busca de novos relacionamentos de imediato. Não vá buscar salvação em um novo amor, porque isso não dá certo, dura pouco. Salve-se primeiro, seja feliz primeiro e, dessa forma, com um jeito mais radiante e confiante, você vai atrair para sua vida pessoas mais resolvidas e confiantes também”.

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